MAIS FRUTAS E MENOS HORTALIÇAS NA MESA DOS BRASILEIROS

Mudança no consumo do país está relacionado positivamente ao aumento da renda, mas igualmente a hábitos pouco saudáveis na alimentação. O resultado é o aumento entre os brasileiros de "doença de rico".

AMARRANDO CACHORRO COM LINGUIÇA

Apesar de não haver um número oficial, a Subsecretaria de Estado de Políticas Antidrogas considera que o problema do crack atinja pelo menos 1% da população, ou seja, 190 mil mineiros. Agora, o governo de Minas bolou um plano infalível: vai dar R$900 para cada usuário.

“RAUL: O INÍCIO, O FIM E O MEIO”: O ROQUEIRO BRASILEIRO SOB OS OLHOS DE WALTER CARVALHO

Foi divulgado na última semana o trailer oficial do documentário de Walter Carvalho que conta com detalhes a vida de um dos roqueiros mais importantes do cenário nacional: Raulzito, como apelidado carinhosamente pelos amigos.

BRILHO COM TOQUE PESSOAL

Para muitas pessoas, o melhor da festa é a preparação. Se a data importante em questão é o Natal, os momentos que antecedem a celebração costumam ser tão apreciados quanto a confraternização – especialmente quanto se trata da decoração da casa.

ASSISTA NA TV QUESTÕES

"PROGRAMA CIDADES" - Divinópolis: contagem regressiva para o centenário.

Cada um acredita no que quer

Você alguma vez parou para pensar em como a fé em Deus marca presença constante até mesmo na vida de pessoas declaradamente atéias, que não dão valor à fé e acreditam que crer em uma força superior é uma prática boba, coisa de quem se envereda pelas promessas de paz e vida eternas que a fé religiosa promete? Sim, cheguei a usar quatro linhas de texto para simplesmente perguntar sobre a presença da fé em Deus na vida das pessoas – especialmente na sua (deixe seu comentário abaixo). Este é um assunto que rende ótimas discussões em todas as rodas de conversa. Quem, em algum momento da vida, não tinha nada de mais para fazer e começou a manifestar suas opiniões sobre Deus diante de alguém com ponto de vista diferente? Todo mundo já fez isso, porque a religião, mesmo para quem não a tem, é um assunto tão presente na vida que todos, simpatizantes ou avessos, se acham grandes entendedores do assunto e capazes de produzir respostas para todas as perguntas feitas pelo interlocutor. O único objetivo do diálogo é convencer o outro de que seu ponto de vista é o certo. O mais interessante, penso, está não em você ser religioso fanático e encontrar pessoas que também seguem seu Deus. O legal, o quente da história, é haver discussão. É haver debates. É haver troca-troca de crenças e até mesmo de ataques como “você é um ateu” ou “você é um bobão iludido”. 

Quem acredita em Deus argumenta que ele é necessário para que haja paz, para que as pessoas vivam felizes, para que ele e seus santos arcanjos iluminem a estrada de sua vida e o conduzam para a vida eterna, quando sua jornada sobre o planeta Terra chegar ao fim. Quem não acredita em Deus, endeusa a Ciência, esta sim, sábia e esclarecedora. Iluminada! Que abre caminhos pelo desconhecido e nos faz acreditar que existem outras versões para os fatos que os escritos da Bíblia atribuem à “mágica” realizada por alguém - ou algo - que, ora pois, criou tudo isso, depois foi morar no céu. Se nós, enquanto pessoas, ao lado da natureza, somos criações de Deus, por que ele não quis morar conosco, como todo bom pai ou criador deseja ficar perto de seus filhos ou sua obra? Ora, dizem os crentes, Deus está no meio de nós! Olhe para o lado e sinta Ele encostado na pia enquanto você se alivia.

Religiosidade é um assunto polêmico, complexo, que me fez gastar três parágrafos enquanto tentei apenas mostrar a essência de cada um dos dois principais pontos de vista existentes a respeito da religiosidade e da fé cristã. Tão pensativo a respeito estou agora, que seria capaz de somar a estas três partes pelo menos outras dez, em menos de dez minutos – bastando a mim apenas levantar os olhos para os próprios pensamentos e deixar a informação se materializar, como obra de Deus. 

E por que estou usando tal analogia? (Abro parênteses para contar-lhes a forma como comecei a me aproximar – e, ao mesmo tempo, a me distanciar da fé em Deus. Nasci no hospital chamado de Santa Casa - instituição mantida por um grupo de freiras, que fazem tudo para agradar ao Pai. Na entrada, havia uma imagem de Nossa Senhora do Pilar e outra de Maria. Evidente que não me lembro deste detalhe de quando nasci, mas uma das primeiras coisas que minha mãe fez ao poder sair da maternidade foi tirar uma foto comigo no colo, ao lado das santas. Imagem que hoje estampa um porta retrato. Não que eu goste das santas da imagem. Gosto apenas de minha mãe. Mas se minha mãe, católica doente, insiste em chamar Maria de mãe, fico feliz porque, naquela foto, apareço, bem bebezinho, no colo de mamãe, rodeado por minha avó, Maria, e pela tia Pilar. Fecho parênteses).

Ricardo Welbert

Por Ricardo Welbert Com 1 Comentário

O MÁGICO TEATRO DO CENTENÁRIO

Nunca tinha visto um show d’ O Teatro Mágico. Não tinha ouvido nenhuma música por inteiro, apenas trechos, frases, tudo muito lindo e poético. Portanto, quando a Secretaria de Cultura de Divinópolis anunciou a vinda da banda de Osasco, SP, pensei: “é a oportunidade”.

Minha irmã mais velha (O Anjo Mais Velho?) veio de BH só para ver o show. Tá, não foi só para ver o show, ela veio resolver pendências em sua conta em um banco que quer tudo de você, menos que você abra uma conta lá (ok, isso é tema para outra crônica...) e aproveitou para vir à cidade em data próxima à data da apresentação.

O evento fez parte da Rua Do Rock, que ocorre uma vez por mês no final da Rua Pitangui, e representou a abertura das comemorações ao centenário da cidade do Divino. Logo de cara comecei a me indagar sobre o tipo de “fauna” que encontraríamos naquela tarde que teimava em não chover, apesar das nuvens no céu.

A galera de Belo Horizonte em massa vestida a caráter de nariz de palhaço e camisas com trechos das músicas. Minha irmã a todo o momento era interpelada por algum fã da banda, ora para comentar a camiseta que ela usava, ora para chamá-la a participar de um grupo no facebook. E tinham os nativos, gente com camisa de bandas nacionais ou black metal, grupos GLS, galera do “ôba-ôba”, patricinhas avulsas e eu!

Corta para o palco da Rua do Rock. As bandas de Divinópolis se apresentavam (foram oito no total) felizes – ou não. Chegamos a tempo de ver a banda Mull, já tradicional nos palcos da cidade. A banda enfrentou um certo hiato e agora está de volta e trataram de se apresentar: “Nós somos a banda Mull e só tocamos composições próprias.” Até aí tudo bem, mas nos instantes seguintes o que se viu foi uma réplica dos famosos shows de Tim Maia. “Retorno, ó o retorno”. Quando não era o retorno, era a caixa de som, ou ainda a falta de distorção. O vocalista chegou a esbravejar: “Galera, de boa! Rock tem que ter distorção, né?”. A guitarrista e backing vocal, bonitinha (parecia uma Sandy From Hell) emendou: “Ah, vou parar de tocar a guitarra e vou só cantar então”. Não, moça, por favor! Já não tava bom com a guitarra... ai! Desceram “a lenha” no som do evento, mas no final parabenizaram a iniciativa e disseram que esperavam tocar lá novamente. Meio discrepante, não é? Não entendi nada. Aliás, essa não foi a única incoerência do dia 31/03, mas vamos adiante.

Próxima banda era Akira e estes sim, apesar de terem o mesmo repertório há um tempo, sabem muito bem o que é bom para agradar uma galera diversificada em uma tarde de chove ou não chove, em um show gratuito, onde o que vale é fazer a exposição de sua figura musical e nada de muita planfetagem ou ideologia. Já mandaram um duo de Bon Jovi e na segunda música da banda, uma das antigas, a plateia voltou para frente do palco e soltou a voz. Não pude deixar de comentar com minha irmã que metade do pessoal que tava ali não era nem nascido quando aquela música estava nas paradas.

Minha irmã ansiosa, vamos para a frente do palco para pegar um bom lugar. Ou tentar... Os fãs d’O Teatro Mágico já estavam espremidos na grade. Mas qual não foi a minha surpresa! O que era aquilo? Um espaço de frente ao palco, cercado e cheio de cadeiras de plástico azul. Área VIP em show de graça? Nunca tinha ouvido falar, muito menos visto... só em Divinópolis mesmo. Mas o fato é que o acontecido não pareceu incomodar ninguém. Seria herança de toda a segregação cultural sofrida nos diversos eventos da cidade como Festa da Cerveja, Divina Folia, Divina Expô e afins?

Daí em diante era só esperar o show começar e torcer para a chuva, que já tinha ameaçado o dia todo, não cair. Mas primeiro, a fala do prefeito. Vladimir Azevedo tentou, veja bem, tentou iniciar um discurso, mas esperto, diante das vaias, não se prolongou muito. Vaias? Sim, de todos os lados. E, mais uma vez fiquei sem entender. Não queriam um discurso demorado? Ou acham que ele não é competente como prefeito? Ora bolas, ao menos, foi por meio de ações da prefeitura junto à Secretaria de Cultura e ao Comitê do Centenário, que ele trouxe O Teatro Mágico para tocar de graça. Isso não é bom? Tá certo que ainda acho que investimentos na saúde seriam muito mais úteis... e, não me entendam mal. A iniciativa é muito bacana, Divinópolis precisa de cultura e não de eventos baseados no consumo de bebidas alcoólicas, mas bate um certo desespero ao lembrar a demora nos atendimentos do Pronto Socorro Municipal. Neste caso, ao menos, venceu o “panis et circenses”. No entanto, mais uma para o hall das discrepâncias. O prefeito foi vaiado, mas o secretário de cultura Bernardo Rodrigues foi chamado ao palco pelo líder do grupo, Fernando Anitelli, para tocar piano e dançar e foi ovacionado pela plateia.

Vamos ao show. As músicas eram cantadas na íntegra a plenos pulmões pelos fãs, com direito a coreografias e afagos puros e extremamente delicados como a carta entregue a Anitelli estimando melhoras a seu irmão, inspiração da música mais conhecida – e por que não dizer a mais bonita – O Anjo Mais Velho. Tocante!

Nos dias que antecederam e sucederam a apresentação ouvi/li de tudo sobre a banda. Disseram que O Teatro Mágico era o Cirque du Soleil de pobre, que eram os Los Hermanos com acrobacias... Mas vou deixar aqui a minha impressão, já que fiz questão de ver para crer. Cirque du Soleil é algo muito complexo e até distante de nós. Quanto aos Los Hermanos, hum, pode até ser, pela poética das músicas e arranjos delicados, mas o fato é que meu ranço com a banda de Marcelo Camelo me impede de raciocinar direito e, verdade seja dita, nunca aprendi nada com a música dos Los Hermanos e foi o oposto com O Teatro Mágico. Deu para ver pelo clima na plateia, sem brigas, as diferenças sendo respeitadas, paz e amor total.

Aí, cheguei a uma conclusão. O Teatro Mágico, ao meu ver, é uma banda “hippie de autoajuda”. Por favor, não levem para o lado pejorativo de nenhum dos termos. O Teatro Mágico é uma banda do bem, que proporciona o fazer bem ao próximo sem ser chata. E com um plus! Ou melhor, pirotecnia, cuspidores de fogo, pernas de pau, acrobacias em arcos instalados a metros do chão. Um teatro/circense muito mágico, assim como as comemorações do centenário de Divinópolis e aqui deixo a interpretação livre.

Ao final do show, a chuva caiu leve e serena.

Por Ju Faria Com 0 comentários

Rumo ao Centenário!

1 século. 36525 dias. 1200 meses. 100 anos.
É a Princesinha do Oeste se aproximando de seu Centenário!
No dia 1º de junho Divinópolis completa 100 anos. E qual a melhor maneira de celebrar essa data?
Que tal matarmos 100 pessoas até o final do ano? Afinal, esse é um número simbólico para a cidade...
Pode parecer “brincadeira de mal gosto”, e deveria ser. Vinte e um homicídios apenas no primeiro trimestre de 2012!
Desse jeito, dá para acreditar que alcançaremos o centésimo até o final do ano mesmo...
Ouvi falar que  rolando uma lista aí.  que são100 anos da cidade, vão matar 100!”, escutei um dia desses. E em tom de deboche mesmo, achandoaquilo engraçado. 
Uma piada.
É brincadeira.
Quem eram aquelas pessoas? Elas tinham família?
Ninguém sabe.
É só um corpo jogado num canto qualquer.
É só mais um cadáver.
É só um ser humano.
É só alguém como você.
Pode ser você!
Imagina você integrando o grupo dos 100 homicídios! Não se pode negar a participação no Centenário.
Enquanto alguns morrem, os que ficam não sabe nem o rumo que a cidade está tomando.
Ou não se interessam.
O que está acontecendo com a cidade?
Ninguém sabe o que está acontecendo.
Nada está acontecendo.
Ninguém faz nada para que algo aconteça.
Para que Divinópolis tenha um Centenário digno daqueles que ficam nas nossas e nas futuras memórias. Uma comemoração de fato especial. Uma população mobilizada e participativa. Ações sendo desenvolvidas. Cobranças daquelas que deveriam se desenvolver.
Precisa-se de vida!
100 anos de vida!
Uma cidade viva!
Uma população viva!
Não de 100 corpos estirados em qualquer canto da cidade, enquanto aplaudimos os cavalos que defecam na Avenida 1º de Junho durante o Desfile Cívico do “Nosso Centenário”!

Por Revista Questões Com 0 comentários

Uma década sem movimento


Em 10 anos a cidade de Pedra do Indaiá, localizada a 170 km de Belo Horizonte – MG, não apresentou crescimento populacional significativo. Parte da sua população ainda reside em zona rural e para romper com esse destino, muitos precisam migrar para cidades maiores da região em busca de oportunidades.

Por André Camargos e Marina Alves

O antigo município de Senhor Bom Jesus da Pedra do Indaiá pertenceu ao município de Itapecerica durante 71 anos desde a criação do distrito. Nesse período, em 1923, a cidade foi renomeada como Pedra do Indaiá e em 1962 tornou-se independente, desmembrando-se de Itapecerica. Situada a 170 km da capital mineira, Pedra do Indaiá possui 3878 habitantes situados na zona urbana e rural.

Visão panorâmica da cidade de Pedra do Indaiá. Segundo dados do IBGE em 10 anos
o crescimento populacional da cidade não foi significativo (Foto: André Camargos)

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE (2010), em dez anos a cidade apresentou uma estagnação populacional. No ano 2000 Pedra do Indaiá possuía aproximadamente 3814 habitantes e em 2010 esse número praticamente permaneceu o mesmo, com um total de 3878 habitantes.
O professor de economia da Funedi/Uemg, Paulo César Pereira, aponta a possível justificativa para essa estagnação.A falta de oportunidade de emprego nesse município, está fazendo com que as pessoas busquem outros locais para trabalhar. Divinópolis é um município muito forte na região centro-oeste e tem oferecido para as pessoas uma maior oportunidade de emprego. O professor de economia ainda comentou sobre outro ponto agravante dessa situação.Isso é ruim para o município de Pedra do Indaiá, porque deixa de gerar renda para o próprio município, uma vez que, o que move o crescimento da cidade é o consumo. Ou seja, o consumo que gera maior produção, a produção que gera mais emprego, o emprego que gera mais renda no município e essa renda gera mais consumo. Você torna isso um ciclo virtuoso, o que pode não estar acontecendo neste município”.
De acordo com o estudante indaiaense, Felippe Amaral, um fator para esse não crescimento do município pode estar ligado ao fato de Pedra do Indaiá não ter recebido investimentos nos últimos anos. “Nas eleições de 2004 uma candidata prometeu trazer uma empresa de calçados de Nova Serrana pra cidade, só que ela perdeu e acabamos perdendo também esse investimento”, comentou Felippe.
Por sua proximidade com Santo Antônio do Monte, considerada a capital dos fogos, Pedra do Indaiá possui uma fábrica de fogos de artifício. Sua economia também está ligada à agricultura familiar, à criação de gado leiteiro e também ao ramo de confecções de médio porte.
Nos anos 90 a cidade vivenciou um momento de desenvolvimento econômico com a chegada de uma indústria de carbonato de cálcio ao município e que até hoje é quem movimenta grande parte da renda de Pedra do Indaiá.
Como explicou Felippe Amaral, outro fator interessante é que mesmo sendo a única industria no município, a arrecadação da empresa de carbonato de cálcio em Pedra do Indaiá é maior do que a soma das arrecadações das fábricas de fogos da cidade vizinha, Santo Antônio do Monte.A geração de recursos para a cidade através da Unimin é maior do que se somar a renda de todas as fábricas de fogos de Santo Antônio do Monte.
O prefeito de Pedra do Indaiá, Cláudio Gonçalves Coelho, afirma que a cidade tem recebido investimentos no decorrer dos anos.A cidade recebe investimentos na área da saúde e da educação, mas por se tratar de uma cidade próxima a Divinópolis e Belo Horizonte e não ter nenhuma faculdade ou universidade, isso faz com que parte da população se mude para continuar os estudos e muitas pessoas que se formam não retornam para a cidade. Pedra do Indaiá não possui um hospital que realize partos e esse pode ser um dos motivos para essa estagnação". Ainda segundo o prefeito, “muitas famílias vão para os hospitais de Divinópolis durante o período do parto, nesse caso, as crianças não são registradas em Pedra do Indaiá”.
O fato de Pedra do Indaiá não possuir escolas profissionalizantes ou faculdades pode contribuir para a estagnação populacional do município, o que acarreta a mudança da população jovem para cidades, como Formiga, Bom Despacho e Divinópolis, como foi o caso de Felippe.Não é a maioria, porque como a cidade é pequena, o pessoal fica acomodado e pensa 'vou crescer e trabalhar ali mesmo na empresa local, casar, morar aqui e bom demais'. Agora tem alguns, como eu, que querem estudar, ter uma profissão, e tentar ser alguém na vida e acabam indo embora, explicou.

Felippe Amaral (óculos) com a sua família (Foto: Arquivo pessoal)

Questionado se essa mudança será permanente, Felippe foi categórico com um sim.Mesmo se em Pedra do Indaiá tivesse mercado, eu não tenho vontade nenhuma de voltar pra lá. Numa cidade que em dez anos não teve crescimento significativo, eu não vejo nenhum tipo de oportunidade pra mim, a não ser ir para visitar a minha família, finalizou. Paulo César apontou uma possível saída para essa situação.O setor público de Pedra do Indaiá deveria fazer um investimento maior nessa questão da infraestrutura, na geração de emprego e venda, aliado ao setor privado, com as classes empresariais. Consequentemente isso acarretaria um grande salto pra esse município na questão de crescimento econômico e desenvolvimento econômico”, finalizou o professor de economia.
Nossa equipe de reportagem tentou entrar em contato com a empresa Unimin para apurarmos a contribuição da empresa para a movimentação da economia local desde a sua instalação na cidade, mas até o fechamento dessa reportagem não obtivemos nenhuma resposta.

Por André Camargos Com 0 comentários

VALORIZAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

Servidoras públicas poderão ter direito a seis meses de licença maternidade em Divinópolis.

Durante a semana em que se comemorou o dia Internacional da Mulher, uma solenidade marcou o envio de um documento da prefeitura à Câmara dos vereadores para votação da Lei Complementar 002/2012. A lei permite às servidoras públicas o direito de seis meses de licença maternidade. Este direito trabalhista já era previsto em Lei Federal e agora se estenderá ao município.

A aprovação da Lei Complementar 002/2012 representa muito para Divinópolis que tem, de acordo com o IBGE, 109.200 mulheres de um total de 213.076 habitantes, ou seja, 51% da população, segundo dados de 2010. O relatório de indicadores municipais realizado em 2010 pelo Portal ODM – Acompanhamento Municipal dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - indica a participação feminina no mercado de trabalho formal divinopolitano como 45,1% de trabalhadoras. De acordo com a assessoria da prefeitura, hoje são 72 mães gestantes ou lactantes no serviço público municipal, representando 1,2% das servidoras públicas.

Para o secretário de Planejamento e Gestão, David Maia D’Oliveira, eram notórias as tentativas das servidoras de adiar a volta ao trabalho, apresentando atestados para licença médica ou pedido de férias, todo esse esforço para passar mais tempo com os filhos recém- nascidos. “Incrementando políticas modernas, ouvindo e negociando com o servidor, mantendo um relacionamento com os servidores é que podemos ser mais eficientes” e completou, “além disso, as mães que ficam em casa mais tempo com os filhos, ajudam a formar divinopolitanos mais bem preparados e elas voltarão com mais intensidade ao trabalho”.

Mães no trabalho:

Juliana Souza Passos, 24 anos, leciona há três anos e meio na rede municipal e apoia a lei: “Eu não tenho filhos, mas conheço pessoas que têm e trabalham. Todos nós sabemos que crianças recém-nascidas precisam de cuidados e a mulher precisa desse tempo para estar com os filhos”. A técnica em enfermagem do Hemominas de Divinópolis, Maria Efigênia Gonçalves Silqueira, 45 anos, passou pela experiência da licença após o nascimento de seus três filhos. Ela lembra que na época a duração era de apenas três meses, “O tempo de amamentação foi menor, sem falar na dificuldade em encontrar alguém para cuidar das crianças e não poder curti-las quando pequenas”. Maria de Lourdes Ferreira, de 60 anos, aposentada, trabalhou 27 anos em escolas municipais da cidade e teve as mesmas dificuldades ao retornar à rotina de trabalho após dar a luz. “Deixar um sentimento que se cultivou durante nove meses em cuidado de outras pessoas causa um grande sofrimento” e fala sobre os benefícios da aprovação da nova lei, que para ela representa “um tempo maior para dedicar e cuidar do filho nos primeiros meses em que ele é frágil. Ser mãe é a maior graça de Deus. Sentir um ser sendo gerado dentro de você é inexplicável. Quanto mais tempo com o filho, melhor”.

Se a lei for aprovada pela Câmara, as mães que já estão de licença maternidade poderão adiar a volta ao trabalho até completarem os seis meses. De acordo com a assessoria da prefeitura, o presidente da Câmara dos Vereadores, Anderson Saleme, se prontificou a acelerar o trâmite do projeto: “Vamos aprovar esse projeto com rapidez recorde, assim que ele der entrada na Câmara, vamos encaminhar para as comissões, alertando para o caráter de urgência para todas as gestantes”, publicaram em nota.

A nova Lei Complementar significa bastante para as mães, seus filhos e a base familiar, mas e quanto à administração pública? O que muda no ambiente de trabalho? Para a assessoria de comunicação da prefeitura, não existe dificuldade ou complicações para a continuidade do trabalho durante a ausência da servidora, “As secretarias vão reajustar o quadro de colaboradores, pois o trabalho não pode parar, mas em nada serão prejudicadas”.

Por Ju Faria Com 2 Comentários

Elas na área

Ocupando cargos cada vez mais altos, mulheres brasileiras – e divinopolitanas – mostram a que vieram

Rafael Moreira
Ricardo Welbert

Em 2008, os cantores sertanejos Teodoro e Sampaio lançaram seu 23º álbum, intitulado Quem Vai Mandar no Mundo é a Mulher. A faixa que dá nome ao disco logo se tornou um dos maiores sucessos da carreira da dupla. A letra foi inspirada no crescimento da participação feminina em esferas sociais até pouco tempo dominadas pelos homens.

Em 2010, o Censo populacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que os compositores tinham razão. Naquele ano, as mulheres representavam 51,04% da população brasileira, enquanto os homens detinham apenas 48,96%. Estima-se a existência de 3,9 milhões de mulheres a mais do que homens no país.

Em Divinópolis, o cenário é o mesmo. Em 2010, o total de habitantes foi calculado em 213.076 (crescimento de 15,83% em relação ao último levantamento, realizado em 2000). Destes, 97,42% residem na área urbana do município. O número de mulheres (51,25%) continua superior ao dos homens (48,75%).


Mulheres na linha de produção em Divinópolis
(foto: Rafael Moreira)
De acordo com Antônio Rodrigues Filho, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd), as mulheres ocupam lugares estratégicos na indústria de confecção da cidade. “Elas representam 90% da massa operária e correspondem a 70% do empresariado. Essa presença marcante é um ganho muito positivo para elas, pois muitas são chefes de família”, disse.

Enquanto homens tendem a trabalhar visando à produtividade (ou seja, a quantidade de peças produzidas), as mulheres objetivam a qualidade dos produtos. Para o presidente do Sinvesd, esse pensamento pode ser prejudicial à produção. “Os melhores índices de produtividade estão no Sul do Brasil, onde os homens estão mais presentes na linha de produção. Para alcançarmos os números daquela região, as mulheres que trabalham em Divinópolis precisam produzir mais”, comentou.

O predomínio de mulheres dentro e fora das indústrias de confecção influencia o consumo. Mais de 60% do que é produzido em Divinópolis corresponde à moda feminina (lingerie e roupas de praia). Marília Gomes dos Santos é gerente de uma loja de roupas na região central e garante que a clientela feminina é mais exigente. “Ao contrário dos homens, elas não se importam em pagar mais um produto de qualidade superior. Quando o produto deixa a desejar, elas criticam e pedem melhorias”, disse a comerciante.

Giovani da Silva é dono de uma confecção especializada em moda feminina. “Já tentei produzir moda masculina, mas não deu certo. Em Divinópolis o que “pega” é roupa de mulher”, afirma.

Vanildo Araújo, proprietário de um salão de beleza no bairro Belvedere, diz que as divinopolitanas levam a beleza muito a sério. “Existe uma concorrência acirrada no que diz sentido à conquista dos homens. Elas querem ficar cada vez mais bonitas. As comprometidas são as mais preocupadas com a beleza, pois não querem perder o homem para as concorrentes”, comenta.

Indiferença

A professora Batistina Maria de Souza Corgozinho, autora de um estudo sobre a evolução de Divinópolis, não vê influências positivas da maioria feminina. “Apesar de os números mostrarem uma quantidade maior de mulheres em todo o Brasil, a maioria delas continua ocupando cargos mal remunerados e não tendo tanto poder de decisão. Em Divinópolis, por exemplo, quem decide os rumos da cidade continuam sendo os homens”, afirma.

Felicidade

A jovem Elizandra Valquíria Reis, de 23 anos, ocupa um cargo tradicionalmente feminino. Ela é empregada doméstica – pelo menos por enquanto. “Pretendo recomeçar os estudos e procurar um trabalho melhor”,  conta. De acordo com Elizandra, o segredo para conseguir um bom lugar é ter escolaridade. “Se para os homens é difícil conseguir boa colocação sem formação escolar, para as mulheres é um desafio maior ainda”, ressalta.

Em meio a tantos dados que mostram o aumento da presença feminina na sociedade brasileira, é importante observar a reação que estas informações causam nos homens. O pedreiro Aristides Fonseca Damasceno, que atualmente trabalha em uma obra na região central de Divinópolis, ficou feliz ao saber da predominância de mulheres. “Eu já desconfiava que elas eram maioria, porque passa muito mais mulher perto da obra do que homem. Isso é muito bom, porque se minha mulher me deixar, terei mais chances de encontrar a substituta”, afirma.

Por Ricardo Welbert Com 5 Comentários

140 caracteres para a limitação racional e intelectual



Criado em 2006 por Jack Dorsey, com o objetivo de estabelecer uma comunicação por troca de mensagens curtas com um grupo de amigos, o twitter ganhou novas apropriações e veio se destacando com o passar dos anos. Após ganhar notoriedade em meio às empresas, artistas, além da sociedade interessada em responder a seguinte pergunta:o que está acontecendo, o microblog deixa algumas questões a serem repensadas.

Pesquisas mostram que diariamente são publicadas mais de 200 milhões de mensagens. Esse número equivale a um livro de 10 milhões de páginas. Mas, além dos números, alguns conteúdos compartilhados na rede deixam a desejar. Por um lado, podemos comemorar pelo fato de que com toda essa acessibilidade à ferramenta, principalmente através dos dispositivos móveis, é notável que um maior número de pessoas estão tendo acesso a esse tipo de tecnologia. Isso é positivo para que parte da população troque algumas experiências com outros usuários, e que de certa forma, estabeleça algo que possa ajudar no seu crescimento pessoal e profissional, gerando assim uma nova perspectiva futura. Contudo, isso não é algo para se comemorar.

Em meio a tanta informação, os usuários da rede podem ter algum prejuízo com relação à assimilação e absorção dos conteúdos ali publicados. O grande número de publicações e de assuntos diversos gera uma exaustão na receptividade das informações. Em alguns casos, o número de informações não apuradas e divulgadas diariamente podem causar certo desconforto para o usuário. É comum a disseminação de boatos por esse meio informacional. Em alguns casos, existem empresas de informação que estão proibindo o uso do twitter na rotina do trabalho devido à limitação durante a escrita. Algumas consideram que 140 caracteres é uma limitação que pode prejudicar o jornalismo de qualidade. Esse aumento pode interferir diretamente no rendimento produtivo do trabalhador, independentemente da sua área de atuação, a partir do momento em que a sua rotina de trabalho não tem a ver com elas. A falta de concentração pode ser um dos efeitos nocivos na atuação do trabalhador. Quando nos habituamos a escrever com o limite de 140 caracteres, a nossa habilidade de expressão de forma mais densa sobre um pensamento acaba se tornando enxuta e, em alguns casos, torna-se um costume.

Outro fato que demonstra a forma como estamos nos apropriando dessa ferramenta pode ser percebido pelo egoísmo, e pela falta de consideração com o próximo. Esse seria um reflexo do que estamos vivendo fora da rede e de como nós estamos interagindo socialmente. O isolamento por meio dessas redes, que possuem o intuito de aproximar e sociabilizar as pessoas por mais distantes que elas estejam, é algo para ser repensado. E mesmo após algumas opiniões expostas nesse artigo, se sentarmos para discutir tudo o que está realmente acontecendo ("What's happening?"), 140 caracteres não serão suficientes.

André Camargos

Por André Camargos Com 9 Comentários

Caracteres da discórdia

A maior tendência do momento (e do mercado) hoje é destacar sua marca ou sua empresa nas mídias sociais. Se sua empresa não está no facebook ou no twitter, alguns dirão que ela não existe. No entanto, que se ter parcimônia. Esse cuidado com a representação de um empreendimento em uma rede social, no caso, o twitter, é explicado e exemplificado no livro de Carolina Lima, Como acabar com sua #empresa em apenas 140 caracteres, da editora Novatec. No livro a autora apresenta cases debolas foraebolas dentroque podem prejudicar/ajudar a imagem de um perfil de uma empresa na rede social das hashtags.

Casos assim são fáceis de encontrar, mas os que se tornam famosos e rodam o mundo são os que, na linguagem dos twiteiros, #fail. Não podemos nunca subestimar a dinamicidade da rede. Não se pode dizer qualquer coisa de qualquer maneira, pois você está sendo acompanhado (vigiado?) por milhões o tempo todo e caso venha a desagradar ou ofender alguém, em questão de segundos, esses milhões saberão, ou se o caso for uma informação duvidosa, mentirosa, maliciosa, será por frações de segundos questionada, refutada e derrubada por milhões... para milhões!

Sim, pisa-se em ovos o tempo todo! É uma responsabilidade e tanto, por isso, torna-se necessário um profissional capacitado e preparado para crises iminentes. Contudo, a nação de twitteiros não existe só para derrubar perfis de empresas. Se ele gostou, ele vai twittar. Cabe ao empresariado tornar aquela twittada despretensiosa em publicidade ou, mais importante, ficar atento a dicas, sugestões e críticas, para poder melhorar não só seu posicionamento mas também até seu produto.

Mas, cuidado! O twitter ou qualquer outra rede social não é SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). O jogo de cintura do setor de comunicação ligado às redes sociais tem que ser imenso para evitar o “bate-boca”. Muitos adorarão ver os rounds entre o perfil da empresa e o cliente insatisfeito, principalmente a concorrência. Cabe à comunicação evitar seguir por este caminho, já que tais situações não devem ser expostas a ponto de se tornarem os trendding topics da vez. Sem mencionar aquela parcela da nação twitteira que odeia um “barraco” e vai perder totalmente o interesse pela marca e não pensará duas vezes antes de deixar de segui-la.

Fica clara então a seriedade que o empresariado deve ter ao encarar as redes sociais. Parece brincadeira e diversão, mas não, é coisa séria, e deve ser levada a sério como todo e qualquer investimento na imagem de sua empresa.

Por Ju Faria Com 4 Comentários